Prefácio

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- Adriel Linhares \oo/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ronnie James Dio nos vocais do Black Sabbath

     Passei os últimos dias avaliando o trabalho de Dio em sua passagem pelo Black Sabbath, que durou muitos anos. Ouvi inumeras pessoas criticarem essa fase que mudou de uma certa forma a sonoridade da banda, mas não creio que tenha sido ruim. Ouvi comentários como: "Black Sabbath sem Ozzy não é Black Sabbath", "Ozzy é o Black Sabbath", "Acabou quando o Ozzy saiu..." enfim, muitas coisas, então decidi eu mesmo ouvir e tirar minhas próprias conclusões.
     Realmente, estou emerso nesse mundo da música há cerca de 5 anos, e nesse tempo, nunca ouvi nada nem ninguém que chegasse perto de fazer algo semelhante ao que fez o Sabbath com Ozzy nos vocais, mas isso não é motivo para desvalorizar o trabalho de Dio, que por sinal, e fantástico.
      O homem das amídalas de aço não é simplesmente o substituto de Ozzy Osbourne, e sim um dos mais incríveis vocalistas que já ouvi cantar. A voz levemente rouca e poderosa mostra todo seu potencial e o dom do canto que lhe foi concebido. Com sua entrada na banda, obviamente houve uma grande mudança no estilo macabro que possuia até 1979 (ano em que Ozzy se ausentou), mas ali nascia uma nova banda, um novo estilo de música, um novo conceito sobre o que se denomina heavy metal. Segundo a opinião do próprio guitarrista Tony Yommy, Ozzy sempre foi muito previsível e repetitivo ao compor as letras, enquanto Dio era inovador e criativo.
     Sem duvida os tempos de Black Sabbath com Ozzy nos vocais foram épicos, mas o trabalho realizado por Ronnie James Dio nesta banda, foi algo não menos fantástico, não menos espetacular, não menos épico, mas apenas diferente, que merece um valor que a maioria dos metaleiros não concebe a esta fase de um ídolo do Heavy Metal, que influenciou gerações.

        Adriel Linhares, em homenagem a Ronnie James Dio (1942 - 2010), Raise The Horns \m/